Nesta experiência da descentralização do festival Jardins Abertos, a residência artística em Cortém constituiu-se como um eco da simbiose da experiência adquirida em contexto do festival em Lisboa, com a arte jardinar e a didática de plantar, resgatando hábitos culturais de plantio e manutenção em contexto rural.
Realizaram-se atividades com o objetivo de estimular a criatividade, o respeito pela natureza e a biodiversidade, em que vários moradores abriram as portas dos seus jardins a vizinhos e visitantes, naquele que foi um exercício de partilha de saberes e experiências. Ao som da viola, contaram-se histórias de ameixeiras centenárias, de vales encantados de cedros e de vinhas que produzem licores, ininterruptamente, desde a fundação da aldeia, reforçando o vínculo entre a natureza, a cultura local e a memória coletiva.
A experiência em Cortém destacou-se como um exercício de colaboração e aprendizagem, onde os jardins da aldeia se tornaram locais de reflexão e inspiração. Através da partilha de conhecimentos e do envolvimento da comunidade, este projeto criou pontes entre a tradição e a sensibilização ambiental, garantindo que os jardins de Cortém continuem a crescer como um testemunho vivo da interação entre o homem e a natureza.