Há jardins que crescem pela força da natureza. Outros crescem pela força das pessoas. Em 2026, o festival Jardins Abertos convidou-nos a olhar para esta dimensão coletiva dos espaços verdes da cidade, inspirando-se no tema proposto pelas Nações Unidas para o Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável. A colaboração e a cooperação foram o ponto de partida para a construção da programação da 15.ª edição do festival.
O tema revelou-se não apenas nas atividades propostas, mas também na própria estrutura do festival. A colaboração entre jardins, instituições, fundações, associações, coletivos e centenas de pessoas envolvidas na organização permitiu construir uma programação diversa, acessível e profundamente enraizada nos valores da partilha e do bem comum. O entusiasmo do público e o feedback recebido ao longo de toda a edição confirmaram a relevância desta abordagem e a importância de criar espaços de encontro em torno da ecologia, cultura e cidadania.
Nesta edição, cerca de 20 jardins acolheram perto de uma centena de atividades, reunindo milhares de participantes em toda a cidade. Para além da programação habitual do festival, foi ainda possível realizar um momento particularmente simbólico e significativo: uma homenagem às equipas de jardinagem da Câmara Municipal de Lisboa, que decorreu na Estufa Fria e reuniu mais de uma centena de técnicos.
Esta cerimónia representou um dos momentos mais marcantes da história do festival. Homenagear aqueles que, diariamente e muitas vezes de forma discreta, cuidam dos jardins e espaços verdes da cidade constituiu um gesto de reconhecimento há muito merecido. Foi também uma oportunidade para valorizar o trabalho da jardinagem enquanto prática essencial para a qualidade de vida urbana, para a biodiversidade e para a construção de cidades mais habitáveis e humanas.